SÃO PAULO - (Atualizada às 17h20) A
presidente Dilma Rousseff perdeu pontos na
mais recente pesquisa de
intenção de voto para a eleição presidencial feita pelo instituto
Datafolha. No entanto, ela continua sendo a pré-candidata com melhor
desempenho entre os que se declararam interessados em concorrer. Ela só
precisaria disputar um segundo turno no cenário em que Marina Silva
fosse sua adversária.
De acordo com a pesquisa, divulgada na página do jornal Folha de
S.Paulo na internet, em uma simulação com os candidatos Aécio Neves
(PSDB) e Eduardo Campos (PSB) e considerando partidos nanicos, as
intenções de voto na atual presidente caíram para 38% no levantamento
realizado entre 2 e 3 de abril. Na rodada anterior, de 19 e 20 de
fevereiro, Dilma somava 44% no mesmo cenário.
Apesar disso, ela seria reeleita em primeiro turno. Segundo o
Datafolha, seus adversários não cresceram. Aécio se manteve com 16% das
intenções de voto e Campos subiu dentro da margem de erro da pesquisa (2
pontos percentuais), indo de 9% para 10%. Os candidatos de partidos
nanicos somaram 6% das intenções.
O Datafolha também testou uma opção sem os partidos pequenos. Nesse
cenário, a intenção de voto em Dilma diminuiu de 47% para 43%; Aécio foi
de 17% para 18% e Eduardo Campos, de 12% para 14%.
Uma terceira opção troca Campos por Marina Silva (atual candidata a
vice em sua chapa). Nessa simulação, Dilma caiu de 43% para 39% e Marina
subiu de 23% para 27% entre as pesquisas de fevereiro e de abril. Nas
três opções desenhadas pelo Datafolha com a candidatura de Dilma
Rousseff, essa é a única que iria a segundo turno de eleição.
A presidente registrou o melhor desempenho na região Nordeste, onde
recebeu 54% das intenções de voto. Seu ponto fraco é a fatia da
população brasileira com renda familiar superior a 10 salários mínimos,
na qual tem apenas 20% das preferências.
Já Aécio Neves está mais bem cotado pelo estrato mais rico do
eleitorado, pois tem 34% das intenções de voto dos eleitores com renda
familiar de mais de 10 salários mínimos. O tucano permanece com baixa
penetração no Nordeste, onde angariou somente 7% das preferências.
Eduardo Campos tem contra si a menor popularidade em nível nacional dos
três candidatos. Dos consultados pelo Datafolha, 42% disseram não
conhecer o ex-governador de Pernambuco. Apenas 1% não conhece Dilma
Rousseff e 25% não sabem quem é Aécio Neves.
O Datafolha também pesquisou o grau de rejeição que o eleitorado tem
em relação aos atuais pré-candidatos. Dilma, Aécio e Campos ficaram com o
mesmo percentual, de 33% de rejeição. Marina Silva teve 21% e o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve 19%.
Mudanças
Segundo a Folha de S. Paulo, a deterioração das expectativas com
inflação e emprego, e um desejo de mudanças podem explicar a queda da
preferência do eleitorado por Dilma Rousseff. Pelo resultado da pesquisa
de abril do Datafolha, 63% dos brasileiros acham que as realizações de
Dilma estão aquém do que esperavam. Além disso, 72% dos 2.637
entrevistados disseram que querem que as ações do próximo presidente
sejam diferentes das de Dilma.
Questionados sobre qual dos candidatos listados seria o mais
preparado para fazer essas mudanças, 32% dos consultados apontaram Lula,
e 17%, Marina Silva. A própria Dilma foi citada por 16%, índice maior
do que os atuais candidatos da oposição. Aécio foi apontado por 13% e
Eduardo Campos, por 7%.
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